sábado, 19 de novembro de 2011

FEIRA INTERNACIONAL DE HAVANA

Terminou há dias a 29ª edição da FIHAV (Feira Internacional de Havana) no recinto da ExpoCuba, a qual, como em anos anteriores, se revestiu de um enorme êxito, quer pelo número de expositores, quer pela afluência de visitantes nacionais e estrangeiros, vindo a crescer de ano para ano e sendo considerada a maior feira comercial e industrial de toda a América Latina

Quer em representação do Município do Seixal, quer por opção pessoal, tive já por mais de uma vez o privilégio de visitar esta feira anual e mesmo nos anos mais difíceis
para Cuba, durante o período especial nos anos 90, a FIHAV sempre representou um marco importante para os negócios na zona do Caribe, pois ao contrário do que muitos pensam, ali não são expostos apenas produtos cubanos, sendo na sua grande maioria uma mostra constituída por empresas estrangeiras que procuram novas oportunidade de apresentar aquilo que têm para oferecer aos mercados.

Este ano o certame ocupou uma área total de 18.000 metros quadrados divididos por 25 pavilhões e as 1.500 empresas estrangeiras oriundas de 60 países de todo o mundo ocuparam 13.000 metros quadrados, tendo-se efectuado contratos directos que ascendem a mais de 300 milhões de dólares, iniciando-se aí também negociações para futuras transacções comerciais que se podem desenvolver e ampliar.

Mesmo com as grandes dificuldades económicas provocadas pela crise internacional, a participação de 2.746 exposito
res estrangeiros que foram credenciados, demonstra bem o prestígio que a FIHAV já alcançou, mantendo a confiança das empresas no retorno do investimento efectuado para poderem estar presentes durante os cinco dias em que se realizou o evento.

Dos 60 países representados, a Espanha foi o que mais se destacou pela área ocupada e empresas representadas, tendo recebido prémios especiais em diferentes categorias os pavilhões da Alemanha, de Itália, da Bélgica, do Brasil, da China e da Venezuela.

Num mundo global em que as empresas cada vez mais têm de recorrer à internacionalização, a FIHAV reveste-se de extraordinária importância para a conquista de mercados em desenvolvimento e seria bom que Portugal pudesse também participar mais activamente num futuro próximo, pois a nossa economia bem necessita.

(Por Celino Cunha Vieira, in Semanário Comércio do Seixal e Sesimbra de 18/11/2011)

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