sábado, 23 de abril de 2011

HOMENAGEM

RECORDAM NA EMBAIXADA DE CUBA O 35.º ANIVERSÁRIO DO ATENTADO TERRORISTA À SUA SEDE EM LISBOA

Por ocasião do 35.º aniversário do atentado terrorista contra a Embaixada de Cuba em Portugal, teve lugar na sua sede um emotivo acto presidido pelo Embaixador Eduardo González Lerner, em que cubanos e portugueses renderam homenagem aos diplomáticos vítimas daquele horrendo crime e ratificaram a sua postura ao lado da Revolução Cubana.

Ante cubanos residentes de várias gerações, os representantes de organizações do movimento de solidariedade com Cuba, o colectivo da Embaixada e o coordenador da Brigada Médica Cubana que presta serviços em Portugal, o Embaixador recordou os acontecimentos daquele 22 de abril de 1976, em que perderam a vida Adriana Corcho e Efrén Monteagudo, que, expressou, se junta à larga lista dos criminosos actos cometidos contra o seu país, organizados e perpetrados pela contra-revolução cubana com sede e apoio dos Estados Unidos da América (EEUU).

Continuou expressando o alto diplomático que, enquanto o maior terrorista do hemisfério ocidental, Luis Posada Carrilles, que tem estado por trás da maioria desses actos, incluindo a explosão de um avião da companhia “Cubana de Aviación” em 6 de outubro desse mesmo ano de 1976 em Barbados, passeia-se livremente pelas ruas de Miami, cinco cubanos cumprem injustas e prolongadas condenações em prisões dos Estados Unidos, precisamente por lutarem contra o terrorismo e detectarem a tempo os planos criminosos de quem actua impunemente contra Cuba naquele país.

Após o minuto de silêncio que teve lugar em homenagem aos caídos, os jovens cubanos presentes e os representantes da Associação de Amizade Portugal-Cuba (AAPC), do Comité Português para a Libertação dos Cinco (CPLC) e da Associação Portuguesa José Marti (APJM), depositaram oferendas florais em que predominavam as cores da bandeira cubana e os cravos vermelhos que identificam a tradição da Revolução lusa e que os portugueses comemoram no próximo 25 de abril.



sexta-feira, 15 de abril de 2011

PLAYA GIRÓN


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Ao longo de mais de meio século, têm sido muitos os ataques de vária ordem que os sucessivos governos dos EUA organizam e fomentam para que a Revolução Cubana termine, com a consequente anexação do seu território, escondendo da opinião pública a velha pretensão de acrescentar mais uma estrela à sua bandeira.

Não existe nem nunca existiu no mundo um país que tenha sofrido de forma continuada uma agressão constante e tão diversificada como aquela que é perpetrada contra Cuba desde os anos sessenta. E faz precisamente 50 anos a 17 de Abril, que o primeiro grande acto terrorista foi efectuado, com a tentativa de invasão do território através da “Playa Girón” conhecida também por “Baía dos Porcos”.

Nessa madrugada, centenas de mercenários treinados e comandados por agentes da CIA iniciaram a invasão saindo das lanchas de desembarque, vindo a ser apoiados ao início da manhã por meios aéreos, artilharia pesada e tanques, navios de guerra e uma força de pára-quedistas. Fidel, como Comandante-em-Chefe ocupou-se pessoalmente da defesa do território, contando com poucos meios bélicos mas com uma enorme multidão do povo anónimo que se mobilizou junto dos Comités de Defesa da Revolução, da Federação Cubana de Mulheres, de Organizações de Trabalhadores, de Organizações de Juventude, etc. para ajudar a combater os invasores.

A batalha de Girón durou 3 dias e foi a primeira grande derrota do todo-poderoso vizinho americano que não esperava uma réplica tão eficaz e organizada, saldando-se a irresponsabilidade dos EUA na perca de todos os seus efectivos que morreram, ficaram feridos ou foram feitos prisioneiros, para além do muito material ligeiro e pesado, alguns aviões e barcos afundados.

Daí para cá, desde o criminoso bloqueio económico e financeiro, passando pelas sabotagens à bomba até ao financiamento de agitadores internos e externos, tudo tem servido para colocar em causa a Revolução.

Ao longo da sua história Cuba e os cubanos têm sabido sempre enfrentar qualquer obstáculo, encontrando-se sempre preparados para a manutenção da sua soberania, nem que para isso seja necessário sacrificar a própria vida.

E disto nenhum inquilino da Casa Branca duvida, porque todos sabem que em Cuba se defende “Pátria ó Muerte”.

(In Semanário Comércio do Seixal e Sesimbra de 15/04/2011)


segunda-feira, 4 de abril de 2011

CARTER EM CUBA


De visita a Cuba com carácter privado, o ex-presidente dos EUA Jimmy Carter foi recebido esta semana pelo líder da Revolução Fidel Castro, tendo afirmado que o bloqueio comercial que os Estados Unidos mantêm sobre Cuba deveria ser eliminado, assim como o levantamento da proibição de os cidadãos americanos poderem viajar livremente para a Ilha.

Carter visitou também na prisão o agente americano Alan Gross, que recentemente foi sancionado por ter violado a legislação local, tendo-se pronunciado sobre a sua libertação, assim como o mesmo deveria suceder com os Cinco cubanos presos nos EUA desde há mais de 12 anos com penas exorbitantes perante um julgamento cheio de irregularidades em Miami. Na sua opinião, o julgamento dos Cinco lutadores contra o terrorismo, com cujos familiares se reuniu, foi confuso até para os próprios juízes, quando apenas cometeram o “delito” de penetrar em organizações terroristas que actuam contra Cuba desde os EUA e por isso deveriam ser libertados.


O ex-presidente americano considera Fidel Castro um velho amigo e recordou como durante o seu governo mantiveram boas relações, levando a que abrissem escritórios de interesses em ambos os países para facilitar os vínculos e o levantamento de algumas restrições. No encontro realizado com o presidente Raul Castro, Jimmy Carter trocou impressões sobre a actualidade internacional e sobre as relações entre os dois países, tendo nesse contexto o presidente Raul Castro reiterado a disposição de Cuba em dialogar com o governo dos EUA sobre qualquer tema em condições de igualdade sem condicionalismos e com absoluto respeito pela independência e soberania de Cuba.

Cada vez mais personalidades de todo o mundo e de vários sectores de actividade se pronunciam sobre o criminoso bloqueio contra Cuba e como se vê, até um ex-presidente o faz de forma tão aberta como é o caso de Jimmy Carter, que conhecendo bem as realidades, sabe que a razão assiste a Cuba.