sexta-feira, 15 de abril de 2011

PLAYA GIRÓN


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Ao longo de mais de meio século, têm sido muitos os ataques de vária ordem que os sucessivos governos dos EUA organizam e fomentam para que a Revolução Cubana termine, com a consequente anexação do seu território, escondendo da opinião pública a velha pretensão de acrescentar mais uma estrela à sua bandeira.

Não existe nem nunca existiu no mundo um país que tenha sofrido de forma continuada uma agressão constante e tão diversificada como aquela que é perpetrada contra Cuba desde os anos sessenta. E faz precisamente 50 anos a 17 de Abril, que o primeiro grande acto terrorista foi efectuado, com a tentativa de invasão do território através da “Playa Girón” conhecida também por “Baía dos Porcos”.

Nessa madrugada, centenas de mercenários treinados e comandados por agentes da CIA iniciaram a invasão saindo das lanchas de desembarque, vindo a ser apoiados ao início da manhã por meios aéreos, artilharia pesada e tanques, navios de guerra e uma força de pára-quedistas. Fidel, como Comandante-em-Chefe ocupou-se pessoalmente da defesa do território, contando com poucos meios bélicos mas com uma enorme multidão do povo anónimo que se mobilizou junto dos Comités de Defesa da Revolução, da Federação Cubana de Mulheres, de Organizações de Trabalhadores, de Organizações de Juventude, etc. para ajudar a combater os invasores.

A batalha de Girón durou 3 dias e foi a primeira grande derrota do todo-poderoso vizinho americano que não esperava uma réplica tão eficaz e organizada, saldando-se a irresponsabilidade dos EUA na perca de todos os seus efectivos que morreram, ficaram feridos ou foram feitos prisioneiros, para além do muito material ligeiro e pesado, alguns aviões e barcos afundados.

Daí para cá, desde o criminoso bloqueio económico e financeiro, passando pelas sabotagens à bomba até ao financiamento de agitadores internos e externos, tudo tem servido para colocar em causa a Revolução.

Ao longo da sua história Cuba e os cubanos têm sabido sempre enfrentar qualquer obstáculo, encontrando-se sempre preparados para a manutenção da sua soberania, nem que para isso seja necessário sacrificar a própria vida.

E disto nenhum inquilino da Casa Branca duvida, porque todos sabem que em Cuba se defende “Pátria ó Muerte”.

(In Semanário Comércio do Seixal e Sesimbra de 15/04/2011)


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