quinta-feira, 5 de dezembro de 2013


CADA DIA 5 PELOS CINCO

Quem não tolera injustiças e está minimamente informado sobre o caso dos Cinco Heróis Cubanos que há mais de 15 anos foram presos nos EUA pelo “hediondo crime” de lutarem contra o terrorismo, todos os dias se lembra deles e das privações a que estão sujeitos. Mas a cada dia 5 e até à sua libertação incondicional, por todo o mundo se faz uma referência especial neste dia através dos mais variados meios de comunicação, apelando ao presidente Obama (Prémio Nobel da Paz) para que de uma vez por todas ponha fim a esta escandalosa injustiça.

A opinião pública norte-americana a quem durante anos se escondeu a verdade, começa a dar sinais de incómodo pela situação e já há várias organizações de carácter social que se juntaram à crescente onda de solidariedade para com os Cinco, realizando acções de divulgação sobre o julgamento de um processo eivado de irregularidades e mentiras que os levou à condenação.

Mas a hipocrisia das autoridades norte-americanas continua a dar mostras de ter dois pesos e duas medidas, quando agora 66 senadores democratas, republicanos e independentes, acabam de enviar ao presidente Obama uma carta a pedir que confira prioridade humanitária para a libertação de Alan Gross, que cumpre em Cuba uma sanção de liberdade, este sim, por praticar actos de terrorismo.

A propósito, a directora-geral da Secção dos Estados Unidos do Ministério de Relações Exteriores de Cuba, Josefina Vidal Ferreiro, emitiu a seguinte declaração:

 “O governo cubano reitera a sua disposição para estabelecer de imediato um diálogo com o governo dos Estados Unidos para encontrar uma solução para o caso do Sr.Gross sobre bases recíprocas, que contemple as preocupações humanitárias de Cuba vinculadas ao caso dos quatro cubanos lutadores antiterroristas que estão presos nos EE.UU.
Gerardo Hernández, Ramón Labañino, António Guerrero e Fernando González, que formam parte do grupo dos Cinco, cumprem prolongada e injusta prisão por delitos que não cometeram e que nunca foram provados. A sua prisão tem um alto custo humano para eles e seus familiares. Não viram crescer os seus filhos, perderam mães, pais e irmãos, enfrentam problemas de saúde e têm estado separados das suas famílias e da sua Pátria por mais de 15 anos”.

Referiu ainda a directora Josefina Vidal:

“O Sr.Alan Gross foi detido, processado e condenado por violar as leis cubanas, ao implementar um programa financiado pelo governo dos EE.UU., com o objectivo de desestabilizar a ordem constitucional cubana, mediante o estabelecimento de sistemas de comunicações ilegais e encobertos, com tecnologia não comercial. Essas acções constituem delitos graves que são severamente punidos na maioria dos países, incluindo os EE.UU.
Cuba compreende as preocupações humanitárias no caso do Sr.Gross, mas considera que o governo dos EE.UU. têm responsabilidades directas pela sua situação e a da sua família, e como tal, deve trabalhar com o governo cubano na procura de uma solução.”

Desde sempre, Cuba tem estado disponível para num plano de igualdade dialogar com os EUA sobre todos os assuntos, mas com total respeito pela sua soberania e independência, não admitindo ameaças ou ingerências de qualquer espécie.


(Celino Cunha Vieira – Cubainformación)

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

ANIVERSÁRIO DE HAVANA
Quando em 27 de Outubro de 1492 Cristóvão Colombo desembarcou num lugar a que chamou Porto Santo, supõe-se que teria sido em Baracoa na província de Guantánamo a oriente de Cuba. Quase 20 anos depois, a 15 de Agosto de 1511 é nomeado pela coroa espanhola Diego Velázquez de Cuéllar como primeiro governador, instalando aí a capital de Cuba. Mais tarde, a 16 de Novembro de 1519 a capital foi transferida definitivamente para Havana, comemorando-se agora 494 anos desde aquele dia em que à sombra de uma frondosa ceiba (árvore de grande porte) se efectuou a cerimónia solene. 
Nesse mesmo local, em plena Plaza de Armas, ergue-se hoje uma pequena estrutura em forma de templo dórico denominada “Templete” encimada pela imagem da Virgen del Pilar, protectora dos navegadores espanhóis e onde anualmente, às zero horas do dia festivo os “habaneros” seguem o ritual de dar três voltas em seu redor, deitando uma moeda para lá da cerca e formulando um desejo com a esperança que o mesmo se cumpra. 
Este ano, com a presença de Eusébio Leal, historiador da cidade, este felicitou os presentes e assegurou que os esforços para reanimar o centro histórico e a recuperação de muitos edifícios continuarão a ser uma prioridade, mencionando as actuais obras no Teatro Marti e no Capitólio Nacional, assim como no Palácio del Segundo Cabo e na Quinta dos Molinos del Rey que ficará aberta para desfrute de toda a população.
Havana possui mais de duas centenas de edifícios classificados, a maioria deles no centro histórico, declarado Património da Humanidade, e como se poderá compreender é extremamente difícil a sua recuperação, quer pelos aspectos económicos, quer porque muitos são de propriedade particular. Mas mesmo assim tem sido notável o trabalho desenvolvido pelo Gabinete do Historiador, que quer com meios próprios quer com algumas ajudas de organizações internacionais e países amigos tem conseguido ultrapassar as maiores dificuldades e apresentar uma cidade cada vez mais interessante para se visitar com tranquilidade e segurança. 
Mas nesta data outras iniciativas têm lugar, tal como a Maratona de Havana integrada nas comemorações e que anualmente vem adquirindo maior prestígio e número de participantes nacionais e internacionais, tendo decorrido no domingo dia 17 às primeiras horas da manhã e que contou com quase três mil atletas, entre eles 260 oriundos de 35 países. 
San Cristobal de La Habana, nome oficial da capital de Cuba, tem mais de dois milhões de habitantes que com a sua simpatia e hospitalidade sabem receber bem os forasteiros de qualquer nacionalidade


sexta-feira, 15 de novembro de 2013

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

quarta-feira, 30 de outubro de 2013



Que importância pode ter a decisão de uma Assembleia-geral, no caso a das Nações Unidas, em que num universo de 193 países 3 se abstenham e 2 votem contra uma resolução para pôr fim a um Bloqueio económico, comercial e financeiro que é exercido sobre um país soberano e independente?

Pelos vistos isso não tem qualquer valor, já que anualmente e pela 22ª vez consecutiva a votação tem sido sempre nesse sentido e o país que exerce essas sanções numa clara violação do Direito Internacional, faz tábua rasa das decisões da esmagadora maioria, num permanente desrespeito pela organização e pelos países que dela fazem parte.

O assunto já é tão vulgar, que a comunicação social nem se dá ao trabalho de escrever umas simples linhas, embora esteja sempre preparada e receptiva para servir de correia de transmissão de tudo o que possa denegrir a imagem de Cuba.

Imagine-se, só por mero exercício de uma simples suposição, que as Nações Unidas aprovavam uma resolução contra Cuba, mesmo que isso não beliscasse minimamente os EUA, logo os principais serviços noticiosos das cadeias de televisão abririam com esse tema, pois se o fazem com mentiras, mais razão teriam para o fazer com uma verdade absoluta. Mas quando se trata de divulgar algo de positivo para Cuba o silêncio é total, não vá algum “drone” cair-lhes em cima.

De acordo com a Nota de Impressa emitida pela Embaixada de Cuba em Lisboa, os prejuízos económicos directos causados a Cuba pelo Bloqueio ascendem a um bilião 157 mil 327 milhões de dólares e o seu impacto é incalculável em sectores como a saúde, quando se proíbe a venda a Cuba de equipamentos e importantes produtos farmacêuticos que só se produzem nos EUA, o que configura um crime para a humanidade.

Citando a Embaixadora Johana Tablada de La Torre, “o Bloqueio é o mais complexo, abrangente e cruel sistema de sanções unilaterais que se aplica contra qualquer país do mundo. Não obstante, hoje ninguém duvida que o bloqueio representa uma política antiquada que fracassou no seu propósito fundamental de fazer colapsar o sistema político cubano, para poder impôr um outro do agrado dos EUA”.

Mesmo assim, o governo de Cuba tem expressado em inúmeras ocasiões a sua disposição para estabelecer um diálogo franco e aberto com o país vizinho, sem condições, com vista a melhorar as relações bilaterais, mas isso nunca foi aceite. Porquê? Porque para além de outros aspectos isso iria pôr em confronto dois sistemas diferentes, revelando as virtualidades de uma Revolução que permanentemente se vai aperfeiçoando ao serviço de todo um povo e não de interesses de um capitalismo selvagem que apenas serve para alguns.

Cuba é um país soberano e tem de ser respeitada a sua independência quer se goste ou não.


Celino Cunha Vieira - Associação Portuguesa José Marti / Cubainformación



sexta-feira, 25 de outubro de 2013

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

sexta-feira, 4 de outubro de 2013