domingo, 27 de novembro de 2011

MARABANA

Mais de 2.500 atletas, entre eles 239 estrangeiros oriundos de 59 países, participaram na XXV edição da Maratona Internacional de Havana que se realizou no passado domingo, com a partida dada às 7 da manhã frente ao Capitólio Nacional para o percurso de 42,195 quilómetros pelas ruas da capital cubana e que contou, tal como em anos anteriores, com a certificação da Federação Internacional.

E se hoje trago o tema da “Marabana”, não é só porque se trata de uma excelente prova nesta modalidade do atletismo, considerada uma das melhores da América Latina, é também porque Portugal e em particular o Seixal, já esteve representado nesta prova através de uma equipa dos Serviços Sociais das Autarquias e porque o seu director, Carlos Gatorno Correa, nos honrou com a visita ao Concelho numa das suas passagens pelo nosso país.





Tive a oportunidade de acompanhar os nossos atletas que, não obstante uma outra maratona, esta aérea, tiveram um comportamento bastante digno e não fossem as peripécias por que passaram, bem como o calor e a humidade que se faziam sentir, certamente teriam regressado ao Seixal com as medalhas mais importantes de cada categoria etária.

A odisseia começou na partida do avião de Lisboa para Madrid que um forte nevoeiro atrasou significativamente, originando que o grupo perdesse a ligação a Havana. Obrigados a permanecer nesse dia na capital espanhola, tiveram como alternativa voarem no dia seguinte para Caracas na Venezuela e daí para Havana onde viriam a chegar cerca das 22 horas, esperando-os eu no aeroporto José Marti para os acompanhar nesta aventura.

Após um jantar ligeiro foi já de madrugada que fizemos de carro o reconhecimento do percurso, tendo-os deixando no hotel para poderem descansar as pouco mais de 4 horas que faltavam para alinharem à partida.



Se considerarmos os dois dias de viagem, a diferença horária que provoca o “jet-lag” e as condições climáticas de um país tropical, só podemos admirar o espírito de sacrifício destes atletas amadores, reconhecendo que foram autênticos heróis num país que é uma potência desportiva e onde as dificuldades são superadas pelo querer e pela garra da sua população.

Depois seguiram-se uns dias mais calmos para recuperação, vindo o grupo a efectuar algumas visitas a complexos desportivos e a confraternizar com o director da “Marabana” Carlos Gatorno e pelo Vice-Ministro dos Desportos, o campeão olímpico Alberto Juantorena.

Certamente que esta experiência os marcou significativamente e sempre que encontro algum elemento deste grupo recordamos algumas peripécias com saudades desses tempos, até porque todos tínhamos quase menos vinte anos.

(Por Celino Cunha Vieira, in Semanário Comércio do Seixal e Sesimbra de 25/11/2011)

sábado, 19 de novembro de 2011

FEIRA INTERNACIONAL DE HAVANA

Terminou há dias a 29ª edição da FIHAV (Feira Internacional de Havana) no recinto da ExpoCuba, a qual, como em anos anteriores, se revestiu de um enorme êxito, quer pelo número de expositores, quer pela afluência de visitantes nacionais e estrangeiros, vindo a crescer de ano para ano e sendo considerada a maior feira comercial e industrial de toda a América Latina

Quer em representação do Município do Seixal, quer por opção pessoal, tive já por mais de uma vez o privilégio de visitar esta feira anual e mesmo nos anos mais difíceis
para Cuba, durante o período especial nos anos 90, a FIHAV sempre representou um marco importante para os negócios na zona do Caribe, pois ao contrário do que muitos pensam, ali não são expostos apenas produtos cubanos, sendo na sua grande maioria uma mostra constituída por empresas estrangeiras que procuram novas oportunidade de apresentar aquilo que têm para oferecer aos mercados.

Este ano o certame ocupou uma área total de 18.000 metros quadrados divididos por 25 pavilhões e as 1.500 empresas estrangeiras oriundas de 60 países de todo o mundo ocuparam 13.000 metros quadrados, tendo-se efectuado contratos directos que ascendem a mais de 300 milhões de dólares, iniciando-se aí também negociações para futuras transacções comerciais que se podem desenvolver e ampliar.

Mesmo com as grandes dificuldades económicas provocadas pela crise internacional, a participação de 2.746 exposito
res estrangeiros que foram credenciados, demonstra bem o prestígio que a FIHAV já alcançou, mantendo a confiança das empresas no retorno do investimento efectuado para poderem estar presentes durante os cinco dias em que se realizou o evento.

Dos 60 países representados, a Espanha foi o que mais se destacou pela área ocupada e empresas representadas, tendo recebido prémios especiais em diferentes categorias os pavilhões da Alemanha, de Itália, da Bélgica, do Brasil, da China e da Venezuela.

Num mundo global em que as empresas cada vez mais têm de recorrer à internacionalização, a FIHAV reveste-se de extraordinária importância para a conquista de mercados em desenvolvimento e seria bom que Portugal pudesse também participar mais activamente num futuro próximo, pois a nossa economia bem necessita.

(Por Celino Cunha Vieira, in Semanário Comércio do Seixal e Sesimbra de 18/11/2011)

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

DELIBERAÇÃO NA ONU

Salvo raríssimas excepções, mais uma vez a comunicação social omitiu que o bloqueio económico e comercial imposto unilateralmente a Cuba pelo governo dos Estados Unidos da América foi tema de votação na Assembleia Geral das Nações Unidas, em que dos 191 países presentes, 186 manifestaram-se inequivocamente a favor do fim dessa medida arbitrária e desumana. Suécia e Líbia faltaram à votação que contou com 2 votos contra dos EUA e de Israel e a abstenção das Ilhas Marshall, da Micronésia e de Palau.

Como sempre e pela vigésima vez consecutiva, o governo dos EUA não dá qualquer importância às decisões da ONU que lhe sejam desfavoráveis, mantendo a mesma política que já prejudicou Cuba ao longo de todos estes anos em mais de 975 mil milhões de dólares, para além de outros prejuízos indirectos.

Apesar da retórica oficial que pretende convencer a opinião pública internacional de que o actual governo norte-americano tem introduzido uma política de mudanças positivas, Cuba continua sem poder ter relações comerciais com subsidiárias de empresas norte-americanas em países terceiros e os empresários de outras nações interessados em investir em Cuba são sistematicamente ameaçados e incluídos em listas negras, para além de que o país continua sem poder exportar e importar produtos e serviços dos Estados Unidos, assim como não pode utilizar o dólar norte-americano em negócios internacionais ou possuir contas com essa moeda em bancos de outros países.

O bloqueio viola o Direito Internacional, é contrário aos propósitos e princípios da Carta das Nações Unidas e constitui uma transgressão ao direito à paz, ao desenvolvimento e à segurança de um Estado soberano. É, na sua essência e objectivos, um acto de agressão unilateral e uma ameaça permanente contra a estabilidade de um país. O bloqueio constitui uma violação massiva, flagrante e sistemática dos direitos humanos de todo um povo, violando também os direitos constitucionais do povo norte-americano ao proibir a sua liberdade de viajar a Cuba.

O pecado que Cuba cometeu foi ter feito uma Revolução, terminar com o domínio neo-colonial imposto pelos EUA durante mais de meio século, ter recuperado os seus recursos naturais que estavam nas mãos de estrangeiros, ter eliminado o analfabetismo, ter dado educação e saúde a todo o povo, ter devolvido aos cidadãos a sua soberania e orgulho nacional e praticar desinteressadamente o internacionalismo preconizado por José Marti, ajudando outros povos a superar as dificuldades que enfrentam.

Quando terminará este bloqueio contra Cuba? Não é possível prever, mas Cuba continuará a avançar na saúde pública, na educação, na economia, nas conquistas sociais, no espírito patriótico e de solidariedade do seu povo e seguirá resistindo como sempre o fez e fará.

(Por Celino Cunha Vieira, in Semanário Comércio do Seixal e Sesimbra de 11/11/2011)

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

DIA DA CULTURA CUBANA

O dia 20 de Outubro ficou para sempre marcado desde 1868 quando em Cuba as tropas comandadas por Carlos Manuel de Céspedes tomaram a cidade de Bayamo na luta pela independência da coroa espanhola, sendo entoando pela 1.ª vez “La Bayamesa” que logo foi adoptado pelos combatentes e pela população como Hino Nacional.

Escrito pelo advogado Pedro Figueredo Cisneros (Perucho), as suas inspiradas estrofes guiaram o povo que se levantou para lutar pela liberdade e desde então é a marcha patriótica, símbolo da rebeldia, que tem acompanhado desde há mais de 140 anos todos os cubanos nas suas guerras, nos seus triunfos, nas suas alegrias ou tristezas e sempre nos momentos mais memoráveis.





Os seus primeiros versos dizem:


Ao combate correi, bayameses,
que a Pátria vos contempla orgulhosa
não temais uma morte gloriosa
que morrer pela Pátria é viver.
Em cadeias viver é viver
em afronta e opróbrio sumido,
do clarim escutai o som
às armas, valentes, correi,

Desta histórica data viria a escrever José Marti: “Para que o cantem todos os lábios e o guardem em todas as casas, para que corram as lágrimas dos que o ouvirem em combate pela primeira vez; para que se estimule o sangue das veias juvenis, o hino em cujos acordes, na hora mais bela e solene da nossa Pátria, se levantou o orgulho adormecido no peito dos homens”.

Foi assim que em 1980 o governo decretou que esta data passaria a ser comemorada anualmente como o “DIA DA CULTURA CUBANA”, realizando-se diversas actividades não só dentro do país, como também noutros locais onde existem representações diplomáticas.

Este ano em Portugal, pela primeira vez por iniciativa dos cubanos residentes no nosso país e contando com o apoio e patrocínio da Embaixada de Cuba em Lisboa, está marcada uma festa que se realizará amanhã, dia 22 de Outubro a partir das 12 horas na Costa da Caparica, com o mote “Orgulho de ser Cubano” onde se desenvolverá durante todo o dia para além do fraternal convívio, um vasto programa que inclui a gastronomia típica e actividades artísticas como música, dança e artes plásticas.

Celebrar em Portugal o DIA DA CULTURA CUBANA é também reafirmar o compromisso de defender a soberania de um povo e a forma de engrandecer a cultura e a história legada pelos antepassado
s que com o sangue derramado, escreveram tão belas páginas heróicas de patriotismo para que hoje fosse possível terem orgulho em serem cubanos.



sexta-feira, 14 de outubro de 2011

CRIME EM BARBADOS

Cumpriram-se na passada semana 35 anos sobre o atentado terrorista em Barbados contra um avião comercial da “Cubana de Aviación” que provocou a morte de 73 pessoas e até hoje, um dos mentores desse desprezível acto vive em liberdade nos EUA, nunca tendo sido julgado por este e outros crimes que cometeu.

Os autores materiais que trabalhavam para Luís Posada Carriles receberam em 1976 a quantia de 26 mil dólares para realizarem o atentado. Carriles era então agente da CIA e entre outros trabalhos sujos serviu vários anos como especialista do pentágono em países da América central, sendo ainda hoje reclamado pela justiça venezuelana por ter torturado prisioneiros políticos durante a sua permanência naquele território como assessor da contra-inteligência.

Enquanto Quatro Heróis Cubanos continuam presos na Florida e um em liberdade condicional por combaterem o terrorismo, Carriles apenas foi detido uma vez nos EUA por entrada ilegal no país durante o mandato de George W. Bush, tendo sido libertado de imediato pelo Tribunal porque o “activista anticastrista” não era considerado violento e muito menos terrorista, quando o último balanço efectuado sobre os danos humanos provocados por actos terroristas contra Cuba, perpetrados por indivíduos como este e por organizações apoiadas e financiadas pelos sucessivos governos dos EUA, cifra-se em 3.478 mortos e mais de 2.100 incapacitados.

Esta guerra subversiva a que Cuba está sujeita desde há mais de 50 anos sem qualquer trégua, já passou por 11 administrações norte-americanas e por outros tantos presidentes, sem que haja a coragem política de lhe pôr fim e cumprir as resoluções das Nações Unidas que anualmente têm sido aprovadas quase por unanimidade, estando agendada para o corrente mês de Outubro mais uma proposta sobre a “Necessidade de pôr fim ao Bloqueio Económico Comercial e Financeiro imposto pelos Estados Unidos sobre Cuba”.

Muitas têm sido as transformações operadas na Ilha, principalmente nos últimos meses com reformas estruturais que são fruto da participação activa de todo um povo que deseja uma sociedade mais moderna e evoluída, não abdicando dos seus princípios programáticos nem dos ideais da Revolução.

Como disse José Marti, “A liberdade custa muito caro e temos de nos resignar a viver sem ela ou de nos decidirmos a pagar o seu preço”.

Pelo que conheço, Cuba e os cubanos não se resignam e pagarão o preço que for necessário, até com a própria vida, para manterem a sua soberania e independência.

(Por Celino Cunha Vieira, in Semanário Comércio do Seixal e Sesimbra de 14/10/2011)

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

NOVA INJUSTIÇA

René González Sehwerert, um dos Cinco Heróis antiterroristas cubanos, sairá da prisão no próximo dia 7 de Outubro, depois de ter cumprido na totalidade a brutal e injusta condenação que lhe foi imposta.

No passado dia 16 de Setembro, a Juíza Joan Lenard, do Distrito Sul da Florida, rejeitou a Moção apresentada por René em 16 de Fevereiro de 2011 para que lhe fosse permitido regressar a Cuba e unir-se à sua família, sendo assim obrigado a permanecer nos Estados Unidos durante mais três anos no regime de liberdade condicional.

A decisão da Juíza não tem justificação nem qualquer sentido, já que René pode ter a sua vida em perigo e à mercê dos mercenários e organizações terroristas que ele denunciou por prepararem actos violentos contra Cuba.

Na contestação à Moção, a Juíza cita a sentença imposta a René no ano de 2001, que incluiu o absurdo requisito especial e adicional de o proibir, após a sua saída da prisão, de “se associar ou visitar lugares específicos onde se sabe que estão ou frequentam indivíduos ou grupos tidos como terroristas…”. Como é possível cumprir com esse requisito, se René é obrigado a residir precisamente no mesmo território que esses indivíduos protegidos pelo Governo dos Estados Unidos e que conspiram contra Cuba?

Ainda que seja impossível reparar a injustiça já consumada depois de tantos anos da indevida prisão, nesta altura, a única acção minimamente digna do Governo dos Estados Unidos seria a de autorizar o imediato regresso de René a Cuba, pondo também fim às sentenças contra Gerardo, Ramón, António e Fernando, permitindo o retorno definitivo de todos à sua Pátria.

A causa dos Cinco Heróis cubanos é conhecida em todo o mundo e o povo cubano agradece profundamente a todas aquelas pessoas e associações que têm reclamado o fim a tanta injustiça, aos chefes de Estado e de Governo, aos altos funcionários governamentais, assim como a reconhecidas personalidades que de forma pública ou privada têm pedido a libertação dos Cinco.

É preciso exigir com toda a energia que não se cometa mais uma injustiça e denunciar que se algo acontecer a René toda a responsabilidade será do Governo dos Estados Unidos, que prefere tomar o caminho de proteger os terroristas que vivem no seu território, em vez de libertar de vez aqueles cujo único crime foi o de defenderem o seu pais de actos violentos preparados desde Miami.

(Por Celino Cunha Vieira, in Semanário Comércio do Seixal e Sesimbra de 04/10/2011)

terça-feira, 27 de setembro de 2011

TURISTA 2 MILHÕES

Enquanto a Organização Mundial de Turismo prevê para este ano um decréscimo de 5% no fluxo turístico em todo o planeta, Cuba atingiu no 1.º semestre um aumento de 10,6% em relação ao mesmo período do ano transacto, perspectivando-se que este bom desempenho se mantenha ou melhore até Dezembro, atendendo a que com 32 dias de antecedência em relação a 2010, chegou à Ilha no passado dia 17 o turista 2 milhões.

Este significativo aumento representou também uma maior captação de divisas que se traduziram em mais 13%, fruto das novas medidas económicas e do incremento das actividades privadas com novas ofertas para quem visita Cuba.

Com a colaboração e o estabelecimento de acordos com as principais cadeias hoteleiras internacionais, Cuba tem vindo a melhorar unidades antigas e a construir algumas novas em pólos de grandes potencialidades, aumentando o número de camas disponíveis para o turismo.

O Canadá consolidou-se como o principal país emissor e o Reino Unido como o mais importante da Europa, seguido de Itália, Espanha e França. Os portugueses viajaram menos este ano e Cuba não foi dos principais destinos, embora a sua promoção tenha sido talvez superior à de anos anteriores, mas a condição económica inviabilizou os desejos de muitos que se limitaram a fazer “férias cá dentro”.

Embora o governo dos Estados Unidos proíba e sancione os seus cidadãos por viajarem a Cuba em turismo, o bloqueio é sistematicamente furado por turistas americanos que utilizando escalas diversas acabam por chegar à Ilha sem serem detectados pelas autoridades do seu país, livrando-se da multa que “democraticamente” lhes seria imposta.

Um dos aspectos mais interessantes é o de que muitos dos visitantes o fazem regularmente, repetindo ano após ano este tranquilo destino de grande riqueza histórica, cultural e humana.

Como já várias vezes tenho dito, Cuba não é só praia, rum e charutos, é também o país da solidariedade social, da saúde, da educação, das artes e do desporto, onde com toda a segurança o visitante circula livremente por onde quer, fazendo novos amigos no convívio com um povo simples, alegre e hospitaleiro.

(Por Celino Cunha Vieira, in Semanário Comércio do Seixal e Sesimbra de 23/09/2011)

domingo, 18 de setembro de 2011

CONVITE

Correndo o risco de me repetir, não posso deixar passar em claro uma data marcante para os muitos milhares de pessoas que em todo o mundo têm vindo a apelar para a libertação dos Cinco Heróis Cubanos, sendo difícil pensar e aceitar que no passado dia 12 se cumpriram já 13 anos desde a sua injusta prisão.

Não pode haver maior exemplo de hipocrisia da suposta guerra contra o terrorismo por parte do governo dos Estados Unidos da América do que o caso destes cinco patriotas que apenas cometeram o delito de quererem defender o seu povo e o seu país dos planos que se preparavam em Miami para espalhar uma onda de terror em Cuba.

Mesmo depois de aliciados a renunciarem aos seus princípios com a promessa de serem libertados, têm continuado ao longo dos anos a resistir e a lutar para que se faça justiça com a verdade, porque sabem das razões que lhes assistem e da grande onda de solidariedade que existe em todo o mundo.

A luta pela liberdade imediata dos Cinco Heróis Cubanos tem vindo sempre a crescer e cada vez existem mais pessoas a interessarem-se pelo caso, embora as grandes empresas mediáticas continuem a ocultar as verdadeiras razões da sua prisão para que a opinião pública, por desconhecimento, não pressione as autoridades americanas com o fim de acabar com esta injustiça e que lhes permita regressarem ao seu país e às suas famílias.

Este ano, o aumento do Movimento Internacional de Solidariedade com esta causa reflectiu-se em muitos tipos de acções, sendo um exemplo disso a campanha de “o 5 de cada mês pelos 5” quando nesse dia pessoas de todo o mundo contactam a Casa Branca pedindo a sua libertação incondicional. O Presidente Obama, Prémio Nobel da Paz, tem poderes suficientes para inverter a injustiça cometida e até que isso suceda, faxes, cartas, correios electrónicos e telefonemas não acabarão de lhe chegar mensalmente.

Um novo filme documentando meio século de hostilidades contra Cuba, com o título “Que o verdadeiro terrorista por favor se ponha de pé” realizado pelo cineasta Saul Landau foi apresentado no Teatro Brava de S.Francisco, onde se explica claramente as razões e a necessidade da presença dos Cinco em Miami para monitorizarem os grupos terroristas contra Cuba.




Em Portugal, o Comité Português para a Libertação dos Cinco tem vindo a realizar acções de sensibilização para esta causa em vários pontos do país, promovendo na próxima semana com o apoio do Centro Cultural e Recreativo do Alto do Moinho um encontro debate de solidariedade, com entrada livre, que terá lugar na sexta-feira dia 23 de Setembro de 2011 pelas 21 horas no pavilhão do CCRAM, contando com a participação do Presidente da Câmara e da Assembleia Municipal do Seixal e como convidado especial o Embaixador de Cuba em Portugal.

Aqui fica o convite.

(Por Celino Cunha Vieira, in Semanário Comércio do Seixal e Sesimbra de 16/09/2011)

sábado, 10 de setembro de 2011

O QUE ELES NÃO DIZEM

Não é de estranhar que os aspectos positivos que ocorrem em Cuba ou que estejam relacionados com este país sejam pura e simplesmente omitidos – para não dizer censurados – pela comunicação social internacional, pois a suposta independência jornalística que gostam de apregoar só se aplica aos assuntos que lhes são permitidos divulgar, servindo apenas de marionetas suspensas nos cordéis do poder, que em troca da sua sobrevivência económica se deixam manietar e subjugar.

Isto porque não vimos nas nossas televisões ou jornais nacionais qualquer referência à Organização dos Direitos das Crianças “Save The Children” que considerou a Suiça como o 1.º país do mundo – entre 161 analisados – onde as crianças doentes correm menor risco de morte, ocupando Cuba o 8.º lugar dessa lista à frente, por exemplo, da Alemanha (10.º), Rússia (11.º), França (12.º), Reino Unido (14.º) ou Estados Unidos (15.º).

O estudo baseou-se em três principais indicadores, tais como a proporção dos profissionais de saúde por cada 1.000 habitantes, a proporção entre crianças vacinadas e a proporção de partos assistidos clinicamente. De salientar que Cuba tem uma das mais baixas taxas do mundo de mortalidade infantil e que a esperança de vida tem vindo a aumentar anualmente, cifrando-se hoje ao mesmo nível dos países mais ricos e desenvolvidos.

Enquanto a Organização Mundial de Saúde chama a atenção para o excessivo consumo de tabaco que mata mais de cinco milhões de pessoas por ano, prevendo-se que este número possa ascender aos oito milhões até 2030, também não vimos qualquer notícia sobre a apresentação em Cuba da primeira medicação terapêutica do mundo contra o cancro do pulmão, um dos de maior incidência entre fumadores. Após os ensaios clínicos bem sucedidos que provam a eficácia do fármaco desenvolvido por um grupo de investigadores do Centro de Imunologia Molecular de Havana, estes já estudam como usar o mesmo princípio do medicamento no tratamento de outras doenças do foro oncológico.

De acordo com declarações da Doutora Gisela González, responsável pelo projecto, o medicamento não previne a doença, mas melhora consideravelmente o estado dos doentes graves, oferecendo a possibilidade de converter o cancro avançado numa doença crónica controlável, gerando anticorpos contra as proteínas desencadeadoras do descontrole nos processos de proliferação celular.

É com estas pequenas grandes conquistas que Cuba dá e continuará a d
ar resposta aos seus detractores que mais dia menos dia acabarão por concluir de que lado está a razão.

(Por Celino Cunha Vieira, in Semanário Comércio do Seixal e Sesimbra de 09/09/2011)

sábado, 27 de agosto de 2011

FELICIDADE IVETTE

Termina hoje a sua missão de Primeira Secretária da Embaixada de Cuba em Lisboa a Dr.ª Ivette Garcia González, regressando ao seu país para continuar a dar o seu valioso contributo à Revolução nas tarefas que lhe estiverem reservadas, na certeza de que as irá desempenhar com o mesmo entusiasmo e dedicação que demonstrou em Portugal.

Quem ao longo dos últimos anos conviveu mais de perto com a Companheira Ivette, sabe bem como ela sempre se mostrou disponível para tudo o que estivesse relacionado com Cuba, nunca se escusando a comparecer no mais simples e recôndito local do nosso país para prestigiar com a sua presença qualquer actividade e para esclarecer todas as questões que lhe fossem colocadas.

Personalidade de uma extraordinária simpatia e cultura geral, a Dr.ª Ivette Garcia facilmente granjeou muitos amigos por todos os locais onde passou, deixando em todos nós um vazio pela falta da sua presença física no nosso país, mas na convicção de que em Cuba ou em qualquer outro local do mundo não nos esquecerá e que continuará disponível para nos atender.

Em meu nome pessoal e em nome da Associação Portuguesa José Marti desejamos-lhe as maiores felicidades pessoais e profissionais, esperando que nos continue a acompanhar, mesmo que à distância.


Celino Cunha Vieira