
terça-feira, 17 de maio de 2011
segunda-feira, 2 de maio de 2011
1.º DE MAIO DE 2011
UNIDADE, PRODUTIVIDADE E EFICIÊNCIA foi o lema das comemorações deste ano no DIA INTERNACIONAL DOS TRABALHADORES que tiveram lugar em todas as cidades e vilas cubanas, com especial destaque para Santiago de Cuba, que contou com a presença do Presidente Raul Castro e de Havana, onde muitos milhares de cidadãos de todas as idades desfilaram alegremente, empunhando bandeiras, cartazes, fotos e tarjas de apoio à Revolução.
Como vem acontecendo anualmente nesta ocasião, são cada vez mais as delegações estrangeiras que se associam ao 1.º de Maio em Cuba, tendo-se registando este ano a participação de 73 países representados por mais de 1500 trabalhadores amigos, que quiseram expressar assim com a sua presença, o apoio de milhões de cidadãos anónimos espalhados por todo o mundo que admiram a Revolução e o povo que a sabe defender com toda a dignidade.
Melhor que palavras, são as imagens transmitidas através da televisão, onde se pode constatar a alegria, o entusiasmo e o patriotismo vivido pelos cubanos neste dia de festa.
sábado, 23 de abril de 2011
HOMENAGEM
Por ocasião do 35.º aniversário do atentado terrorista contra a Embaixada de Cuba em Portugal, teve lugar na sua sede um emotivo acto presidido pelo Embaixador Eduardo González Lerner, em que cubanos e portugueses renderam homenagem aos diplomáticos vítimas daquele horrendo crime e ratificaram a sua postura ao lado da Revolução Cubana.
Ante cubanos residentes de várias gerações, os representantes de organizações do movimento de solidariedade com Cuba, o colectivo da Embaixada e o coordenador da Brigada Médica Cubana que presta serviços em Portugal, o Embaixador recordou os acontecimentos daquele 22 de abril de 1976, em que perderam a vida Adriana Corcho e Efrén Monteagudo, que, expressou, se junta à larga lista dos criminosos actos cometidos contra o seu país, organizados e perpetrados pela contra-revolução cubana com sede e apoio dos Estados Unidos da América (EEUU).
Continuou expressando o alto diplomático que, enquanto o maior terrorista do hemisfério ocidental, Luis Posada Carrilles, que tem estado por trás da maioria desses actos, incluindo a explosão de um avião da companhia “Cubana de Aviación” em 6 de outubro desse mesmo ano de 1976 em Barbados, passeia-se livremente pelas ruas de Miami, cinco cubanos cumprem injustas e prolongadas condenações em prisões dos Estados Unidos, precisamente por lutarem contra o terrorismo e detectarem a tempo os planos criminosos de quem actua impunemente contra Cuba naquele país.
Após o minuto de silêncio que teve lugar em homenagem aos caídos, os jovens cubanos presentes e os representantes da Associação de Amizade Portugal-Cuba (AAPC), do Comité Português para a Libertação dos Cinco (CPLC) e da Associação Portuguesa José Marti (APJM), depositaram oferendas florais em que predominavam as cores da bandeira cubana e os cravos vermelhos que identificam a tradição da Revolução lusa e que os portugueses comemoram no próximo 25 de abril.
sexta-feira, 15 de abril de 2011
PLAYA GIRÓN
(In Semanário Comércio do Seixal e Sesimbra de 15/04/2011)
segunda-feira, 4 de abril de 2011
CARTER EM CUBA
sexta-feira, 18 de março de 2011
CHERNOBIL
Através de um programa estabelecido em 1990, os menores de 8 a 15 anos começaram a viajar gratuitamente para Cuba numa ponte aérea semanal, sendo instalados no complexo de Tarará a cerca de 25 Km a este de Havana e aí tratadas de cancro da tiróide e da pele, leucemia, alopecia, bócio, psoriase e também reabilitados de problemas motores e psíquicos.

O tempo de permanência tem variado de acordo com a gravidade das lesões e muitos deles acabam por ficar muitos meses até poderem regressar em definitivo ao seu país e às suas famílias. Estes são geralmente acompanhados pelas mães e com a vinda de professores ucranianos têm podido continuar os seus estudos enquanto se sujeitam aos tratamentos.
Em 1992 tive oportunidade de visitar estas instalações de Tarará, falar com alguns e verificar a felicidade estampada naqueles rostos (alguns desfigurados pelas queimaduras) mas demonstrando uma enorme vontade de viver, retribuindo com sorrisos o esforço e dedicação que todos os técnicos de saúde estavam a fazer para que pudessem ter um futuro e uma vida bem melhor e mais digna.
De 1990 até 1998, um dos períodos mais críticos da economia cubana, todos os gastos com este programa foram suportados por Cuba e só daí para cá é que a Ucrânia paga as despesas aéreas e os salários dos professores, p
orque toda a assistência e as despesas de instalação continuam a ser gratuitas.Algumas crianças chegaram em cadeira de rodas e regressaram a andar, graças aos tratamentos recebidos, incluindo o transplante de medula e de rins.
Neste momento as autoridades cubanas já se disponibilizaram para ajudar o Japão em tudo o que estiver ao seu alcance, dando mais uma vez o exemplo daquilo que deve ser uma verdadeira e desinteressada solidariedade internacional.
(In Semanário Comércio do Seixal e Sesimbra de 18/03/2011)
sábado, 12 de março de 2011
PROTESTOS EM CUBA

Com o mesmo sentido provocatório e socorrendo-me do que escreveu o meu amigo Roberto Suárez, respondi que tudo era possível desde que fossem consideradas algumas questões, tais como:
- Por que os cubanos não se revoltam contra os serviços de saúde gratuitos?
- Por que não vêm para a rua exigir o pagamento das vacinas que são dadas a toda a população desde a sua nascença?
- Por que não protestam contra a educação gratuita em todos os níveis de ensino, preferindo o analfabetismo e a ignorância?
- Por que não exigem o encerramento das numerosas escolas de ensino especial para crianças deficientes?
- Por que os cubanos não desfilam contra o fomento da cultura e do desporto que só serve para perder tempo?
- Por que admitem que milhares de jovens da América Latina e de África estudem gratuitamente medicina em Cuba?
- Por que suportam que milhares de médicos e enfermeiros cubanos prestem assistência sanitária em muitas dezenas de outros países mais pobres?
- Por que não incluem novamente na sua Constituição o direito dos EUA ocuparem militarmente o território, restabelecendo o domínio absoluto como no tempo de Batista?
- Por que os cubanos não entregam as suas riquezas nacionais e a sua economia aos monopólios norte-americanos?
- Por que o povo cubano não exige a exploração do homem pelo homem e a descriminação em relação às mulheres e aos não-brancos?
- Por que insistem os cubanos em manter a justiça social e a igualdade entre os seres humanos e não aceitam as desigualdades entre ricos e pobres?
- Por que os cubanos não eliminam o respeito pela soberania dos países e a autodeterminação dos povos?
- Por que os cubanos não valorizam nem aceitam que os seus concidadãos se possam vender a uma potência estrangeira para provocar a derrota da Revolução?
- Em resumo, por que os cubanos, a sua esmagadora maioria, continua teimosamente a preferir a coerência e a dignidade?
(In Semanário Comércio do Seixal e Sesimbra de 11/03/2011)
sexta-feira, 21 de janeiro de 2011
QUE BLOQUEIO?
Na passada semana o governo dos EUA anunciou a aplicação de novas medidas em relação a Cuba, que consistem em autorizar as viagens de alguns cidadãos norte-americanos com fins académicos, educacionais, culturais e religiosos, permitindo também que possam ser enviadas em quantidades limitadas remessas de dinheiro ou bens a cidadãos cubanos, assim como rever a possibilidade da operação de voos charter desde os aeroportos internacionais dos EUA directos a Cuba, mas sob determinadas condições.Havendo ainda que esperar pela publicação oficial destas intenções para se conhecer o seu verdadeiro significado, não deixa de ser para já um princípio que a administração Obama reconheça que o criminoso embargo económico e financeiro não faz qualquer sentido e que só com um diálogo de respeito pela soberania de cada país se pode avançar para uma relação de boa vizinhança que ambos os povos desejam.
Aliás, a adopção destas medidas resulta do esforço de amplos sectores da sociedade norte-americana que durante anos tem reclamado o levantamento do bloqueio contra Cuba e a eliminação da absurda proibição das viagens.
Mas esta decisão é também o reconhecimento do fracasso da política dos EUA que tudo tem feito para conseguir a dominação do povo cubano, querendo sujeitá-lo às suas regras “democráticas” e neo-colonialistas, tal como o tem tentado em muitos outros países.
O que agora foi anunciado pela Casa Branca é, no fundamental, o restabelecimento de algumas disposições que estiveram em vigor na década de noventa durante o mandato de Clinton e que foram eliminadas pelo paranóico George Bush após 2003, beneficiando apenas determinadas camadas de norte-americanos, não restituindo o direito a todos os cidadãos que continuarão a ser os únicos em todo o mundo que não podem livremente deslocar-se a Cuba.
De acordo com a denúncia exposta na declaração do Ministério de Relações Exteriores de Cuba, estas medidas confirmam que não existe grande vontade para mudar a política de bloqueio e desestabilização contra Cub
a. Ao anunciá-las, os funcionários do governo dos EUA deixaram bem claro que o bloqueio se manterá intacto e que se propõem usar as novas medidas para fortalecer os instrumentos de subversão e ingerência nos assuntos internos de Cuba.Se existisse um interesse real em ampliar e facilitar os contactos entre os dois povos, os EUA deveriam levantar o bloqueio, pois Cuba sempre facilitou o intercâmbio com o povo norte-americano, as suas universidades e as suas instituições académicas, científicas e religiosas. Todos os obstáculos que dificultam as visitas dos cidadãos norte-americanos a Cuba têm estado sempre do lado do governo dos EUA, que frio e indiferente, não se compadece que 12 horas de bloqueio equivalem a toda a insulina anual necessária aos 64.000 cubanos que dela necessitam, ou que 5 horas do mesmo bloqueio correspondem aos dializadores anuais necessários para os doentes crónicos renais existentes no país.
(In Semanário Comércio do Seixal e Sesimbra de 21/01/2011)
quinta-feira, 13 de janeiro de 2011
QUALIDADE DE VIDA
Mesmo com alguma relutância por parte da comunidade científica internacional em aceitar os êxitos que os investigadores cubanos têm vindo a ter nas mais variadas áreas, o certo é que acabam por reconhecer o esforço desenvolvido e as conquistas alcançadas que podem ajudar a prevenir, controlar ou curar algumas das doenças que afectam milhões de pessoas em todo o mundo.Foi agora anunciado que uma equipa do Centro de Imunologia Molecular chefiada pela Doutora Gisela González, acaba de patentear a primeira vacina terapêutica contra o cancro do pulmão, já testada em mais de mil pacientes, tendo por objectivo converter esta terrível e fatal doença numa doença crónica controlável.
Esta vacina, que vem sendo desenvolvida desde há cerca de 15 anos, baseia-se numa proteína humana relacionada com a proliferação celular e destina-se a ser aplicada em doentes com cancro do pulmão, que após acabarem os tratamentos de radioterapia ou quimioterapia são considerados em estado terminal, podendo-se com a vacina controlar o crescimento dos tumores, sem qualquer toxicidade associada e usada como um tratamento crónico, o que aumenta a qualidade e expectativa de vida ao doente.
O princípio que conduziu a esta vacina continuará a ser desenvolvido em Cuba, de forma a que no futuro se possam produzir novas fórmulas para aplicação terapêutica em outros tumores, como o da próstata, do útero e da mama.
Mas isto só é possível porque Cuba não está sujeito às multinacionais dos medicamentos ou aos “lobbies” da saúde, bem instalados e relacionados politicamente, que tudo decidem em prol do lucro e não do bem-estar das populações.
E por falar em bem-estar das populações, não posso deixar de prestar a minha homenagem ao Presidente Luís Gomes, de Vila Real de Santo António, que agora está a ser incomodado pelo Tribunal de Contas por ter decidido enviar a Cuba alguns munícipes mais carenciados e que há anos esperavam por uma simples operação às cataratas ou que padeciam de outras patologias e a que o tão propagandeado Serviço Nacional de Saúde não dava resposta.
Com a sua destemida atitude conseguiu que as clínicas privadas baixassem os preços das intervenções cirúrgicas e que o governo português se tenha visto na obrigação de contratar quatro especialistas para o Hospital Distrital de Faro, onde só existia um, injectando nessa operação mais de 20 milhões de euros, tendo diminuído a lista de espera mas continuando ainda por normalizar, de acordo com as declarações da Presidente do Conselho de Administração deste Hospital.
Dá para pensar, afinal, onde está a razão e estabelecer as diferenças que existem na forma de encarar o supremo direito à saúde com a qualidade de vida que todos desejamos para nós e para os nossos semelhantes.
(In Semanário Comércio do Seixal e Sesimbra de 14/01/2011)
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
TRANSFORMAÇÕES
Cuba entrou no seu 52.º ano após o triunfo da Revolução e as transformações que se estão a operar têm suscitado algumas dúvidas nos espíritos daqueles menos bem informados e que apenas fazem uma análise da situação baseada no que a comunicação social tendenciosamente transmite.

