sexta-feira, 6 de agosto de 2010

AGRADECIMENTO DE GERARDO

O antiterrorista cubano Gerardo Hernández, preso nos Estados Unidos, agradeceu a todas as pessoas do mundo que condenaram o seu castigo durante 13 dias na solitária da prisão californiana de Victorville sem ter cometido qualquer acto de indisciplina.


Numa mensagem recebida hoje pela sua esposa, Adriana Pérez, através dos integrantes do Comité Internacional pela Liberdade dos Cinco, Gerardo expressa o seu profundo reconhecimento aos que defenderam a sua causa.


Já sabem que foram dias particularmente difíceis pelo excesso de calor e a falta de ar, mas vocês foram o meu oxigénio. Não encontro melhor maneira de resumir a enorme importância dos vossos esforços solidários”, afirma na mensagem.


“Muito obrigado a todos os companheiros e companheiras de Cuba e do mundo que uniram as suas vozes para condenar a minha situação. Às instituições, organizações e pessoas de boa vontade que, de uma maneira ou de outra, trataram de pôr fim à injustiça”, acrescenta.


Gerardo também agradece ao presidente Raúl Castro, "que tanto nos honra com o seu apoio", ao Parlamento cubano e ao seu titular, Ricardo Alarcón, "incansável lutador pela causa dos Cinco", e aos outros quatro antiterroristas cubanos presos nos Estados Unidos, René González, Ramón Labañino, Fernando González e Antonio Guerreiro.


Destaca que eles lhe fizeram chegar as suas mensagens de solidariedade quando têm sofrido e vivem debaixo do constante perigo de voltar a sofrer similares abusos.


E claro, ao nosso querido Comandante em Chefe: “Obrigada por tanta honra!, não sei se devo dizer, mas só pelo privilégio de escutar o meu nome na boca de Fidel Castro, dá-me desejos de agradecer também aos que me mandaram para a solitária”, expressa Gerardo.


Obrigada Comandante, pela alegria de escutá-lo e vê-lo tão grande como sempre!”, reintera o antiterrorista cubano, preso assim como René, Ramón, Fernando e Antonio no dia 12 de setembro de 1998.


Os Cinco, como são conhecidos a nível internacional, foram presos por monitorizar as acções de grupos anticubanos localizados na Flórida, no sul dos Estados Unidos.


Obrigado a todos por terem demonstrado uma vez mais o poder dessa solidariedade que sem dúvidas também, em algum dia, nos fará livres”, sublinha Gerardo antes de reafirmar que a “luta continua”.



segunda-feira, 26 de julho de 2010

26 DE JULHO

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Faz hoje precisamente 57 anos que um grupo de 165 jovens liderados por Fidel Castro atacou o Quartel Moncada, em Santiago de Cuba, dando início à luta armada que só viria a terminar em 1 de Janeiro de 1959 com o triunfo da Revolução.


Aqui fica o hino do Movimento com a letra original.


Marchando, vamos hacia un ideal
sabiendo que hemos de triunfar
en aras de paz y prosperidad
lucharemos todos por la libertad.

Adelante cubanos
que Cuba premiará nuestro heroísmo
pues somos soldados
que vamos a la Patria liberar
limpiando con fuego
que arrase con esta plaga infernal
de gobernantes indeseables
y de tiranos insaciables
que a Cuba
han hundido en el Mal.

La sangre que en Oriente se derramó
nosotros no debemos olvidar
por eso unidos hemos de estar
recordando a aquellos que muertos están.

La muerte es victoria y gloria que al fin
la historia por siempre recordará
la antorcha que airosa alumbrando va
nuestros ideales por la Libertad.

El pueblo de Cuba…
sumido en su dolor se siente herido
y se ha decidido…
hallar sin tregua una solución
que sirva de ejemplo
a ésos que no tienen compasión
y arriesgaremos decididos
por esa causa hasta la vida
¡que viva la Revolución!

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domingo, 11 de julho de 2010

VISITA DE FIDEL

Na passada quarta-feira dia 7 de Julho, o Comandante Fidel Castro efectuou uma visita surpresa ao Centro Nacional de Investigação Científica, onde esteve reunido com a sua direcção para se inteirar pessoalmente dos trabalhos em curso.

Este Centro, que sempre se revestiu da maior importância para Cuba, teve desde sempre por parte do Comandante uma atenção muito especial, pois dele têm saído grandes avanços científicos de reconhecido mérito nacional e internacional.

De acordo com os testemunhos de alguns trabalhadores que o esperavam à saída para o saudarem, ele encontra-se fisicamente mais magro mas muito bem mentalmente, tendo retribuído o carinho com beijos e abraços àqueles que conseguiram acercar-se dele.

Esta foi a primeira visita que o Comandante efectuou desde que adoeceu, esperando-se que volte a surpreender tudo e todos proximamente, pois Cuba continua a necessitar do seu estímulo e da sua presença física.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

ARRAIAL LATINO-AMERICANO

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Em homenagem às Festas e Tradições Populares, a Casa da América Latina realiza nos dias 19 e 20 de Junho um arraial na cidade de Lisboa em que apresenta as culturas dos países latino-americanos: Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Cuba, El Salvador, Equador, México, Panamá, Paraguai, Peru, Rep. Dominicana, Uruguai e Venezuela.

Nesta festa intercultural, que decorrerá no Largo José Figueiredo na rua das Janelas Verdes, os lisboetas poderão experimentar ritmos, objectos e sabores da América Latina, através da sua música, dança, artesanato e gastronomia com doces, salgados, artesanato, bebidas típicas e muita animação, incluindo exibições de dança e um tradicional baile em versão latina, em que todos dançarão aos mais variados ritmos: do forró à roda de casino, do tango à salsa ou do samba de gafieira ao merengue.

No sábado à tarde haverá aulas abertas de dança na Casa da América Latina, com entrada livre (no limite do espaço disponível): forro das 15h15 às 16h00, tango das 16h15 às 17h00 e salsa das 17h15 às 18h00.

O domingo chega com mais novidades, com apresentações diversas de cultura popular, com danças Afro-Cubanas às 17h00 e Roda de Abadá Capoeira às 17h30.
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Este programa está integrado no eixo “Outras Cenas” das Festas de Lisboa, uma programação alternativa, uma outra experiência de cidade.

A Associação Portuguesa José Marti foi convidada para o evento e em colaboração com a Embaixada de Cuba terá a responsabilidade pelo pavilhão atribuído, convidando-se assim todos os associados e amigos a que participem neste arraial.
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terça-feira, 1 de junho de 2010

O IMPÉRIO E A DROGA


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Quando fui preso no México pela Polícia Federal de Segurança, que por azar considerou suspeitos alguns dos nossos movimentos, apesar de serem feitos com muito cuidado para evitar o golpe da mão assassina de Baptista – igual ao que fez Machado no México quando no dia 10 de Janeiro de 1929 os seus agentes assassinaram Julio Antonio Mella – imaginaram que se tratava de uma das organizações de contrabandistas que actuavam ilegalmente na fronteira desse país pobre nas suas trocas comerciais com a poderosa potência vizinha, industrializada e rica.


No México praticamente nem existia o problema da droga que se desenvolveu mais tarde de forma esmagadora com a sua enorme carga de danos não só nesse país, mas também no resto do continente.


Os países da América Central e do Sul investem muita energia na luta contra a invasão da cultura da folha da coca, dedicada à produção de cocaína, uma substância que é obtida através de componentes químicos muito agressivos e que resulta tão daninha tanto para a saúde como para a mente humana.


Os governos revolucionários como os da República Bolivariana da Venezuela e da Bolívia põem especialmente todo seu empenho em travar o seu avanço, como o fez oportunamente Cuba.


Evo Morales já tinha proclamado o direito de seu povo a consumir chá de coca, uma excelente infusão tradicional da cultura milenar aimara-quíchua. Proibir-lhes isso é como dizer aos ingleses que não consumam chá, costume sadio importado pelo Reino Unido da Ásia, conquistada e colonizada por ele durante centenas de anos.


“Coca não é cocaína”, foi o lema de Evo.


Chamo a atenção que o ópio, substância que é extraída da papoula, o mesmo que a morfina, fruto da conquista e do colonialismo estrangeiro em países como o Afeganistão, e que faz muitíssimo dano quando consumido de maneira directa, fosse utilizado pelos colonialistas ingleses como moeda que outro país de cultura milenar, como a China, devia aceitar obrigatoriamente como forma de pagamento pelos sofisticados produtos que a Europa recebia da China e que até essa altura pagava com moedas de prata. Costuma colocar-se como exemplo daquela injustiça nas primeiras décadas do século XIX que “um operário chinês que virava dependente gastava dois terços de seu salário em ópio e deixava a sua família na miséria”.


Em 1839 o ópio já estava ao alcance dos operários e camponeses chineses. A Rainha Vitória I, do Reino Unido, impôs nesse mesmo ano a Primeira Guerra do Ópio.


Comerciantes ingleses e norte-americanos apoiados fortemente pela Coroa inglesa, viram a possibilidade de importantes intercâmbios e a obtenção de lucros. Nessa altura muitas das grandes fortunas dos Estados Unidos da América foram o fruto daquele narcotráfico.


É necessário pedir à grande potência que conta com o apoio de mil bases militares e sete frotas acompanhadas de porta-aviões nucleares e milhares de aviões de combate com as quais oprime o mundo, que nos explique como conseguirá resolver o problema das drogas.


Fidel Castro Ruz



quarta-feira, 19 de maio de 2010

A TRANSCENDÊNCIA HISTÓRICA DA MORTE DE MARTÍ


Deixando de lado os problemas que hoje afligem a espécie humana, a nossa Pátria teve o privilégio de ser berço de um dos mais extraordinários pensadores deste hemisfério: José Martí.

Hoje, 19 de Maio, comemora-se o 115º Aniversário de sua gloriosa morte.

Não seria possível avaliar a magnitude da sua grandeza sem ter em conta que aqueles com os quais escreveu o drama da sua vida também foram figuras tão extraordinárias como Antonio Maceo, símbolo perene da firmeza revolucionária, protagonista do Protesto de Baraguá, e Máximo Gómez, internacionalista dominicano, mestre dos combatentes cubanos nas duas guerras pela independência nas quais participaram. A Revolução Cubana, que durante mais de meio século tem resistido os embates do império mais poderoso que tem existido, foi fruto dos ensinamentos daqueles predecessores.

Apesar da ausência de quatro páginas do diário de Martí nos materiais ao alcance dos historiadores, o que consta daquele diário pessoal escrito minuciosamente e de outros documentos seus daqueles dias, é mais do que suficiente para conhecer os detalhes do acontecido. Mesmo como nas tragédias gregas, foi uma discrepância entre gigantes.

Nas vésperas da sua morte em combate escreveu ao seu amigo próximo Manuel Mercado:
“Já corro todos os dias o perigo de dar minha vida pelo meu país e por meu dever — visto que o entendo e tenho ânimos com que realizá-lo — de impedir a tempo com a independência de Cuba que os Estados Unidos da América se estendam pelas Antilhas e caiam com essa grande força, sobre nossas terras da América. Tudo o que fiz até hoje, e farei, é para isso. Em silêncio teve que ser e como indirectamente, porque existem coisas que para consegui-las têm que andar ocultas, e de proclamarem-se no que são, colocariam dificuldades duras demais para alcançar sobre elas o fim.”

Quando Martí escreveu estas palavras lapidares, Marx já tinha escrito O Manifesto Comunista em 1848, isto é, 47 anos antes da morte de Martí, e Darwin tinha publicado A origem das Espécies em 1859, para citar apenas as duas obras que, no meu entender, exerceram maior influência na história da humanidade.

Marx era um homem tão extraordinariamente desinteressado, que o seu trabalho científico mais importante, O Capital, talvez nunca tivesse sido publicado se Federico Engels não reunisse e ordenasse os materiais aos quais o seu autor consagrou toda a sua vida. Engels não só se ocupou dessa tarefa, como também foi autor de uma obra intitulada Introdução à Dialética da Natureza, onde já faz referência ao esgotamento da energia solar.

O homem ainda não conhecia como liberar a energia contida na matéria, descrita por Einstein na sua famosa fórmula, nem dispunha de computadores que pudessem realizar bilhões de operações por segundo, capazes de recepcionar e transmitir, ao mesmo tempo, os bilhões de reações por segundo que têm lugar nas células das dezenas de pares de cromossomos com que contribuem a mãe e o pai em partes iguais, um fenómeno genético e reprodutivo do qual eu tive noção após o triunfo da Revolução, na busca de melhores características para a produção de alimentos de origem animal nas condições do nosso clima, que se estende através de suas próprias leis hereditárias às plantas.

Com a educação incompleta que recebíamos os cidadãos de maiores recursos nas escolas, geralmente privadas, considerados os melhores centros de ensino, virávamos analfabetos, com um pouco de maior nível do que aqueles que não sabiam ler nem escrever ou daqueles que freqüentavam as escolas públicas.

Por outro lado, o primeiro país do mundo onde se tentou aplicar as idéias de Marx foi na Rússia, o menos industrializado dos países da Europa.

Lenine, criador da Terceira Internacional, considerava que no mundo não existia organização mais leal às idéias de Marx do que a facção Bolchevique do Partido Operário Social-democrata da Rússia. Embora boa parte daquele imenso país vivesse em condições semi-feudais, a sua classe operária era muito activa e sumamente combativa.

Nos livros que Lenine escreveu depois de 1915, foi incansável crítico do chauvinismo. Na sua obra O imperialismo, fase superior do capitalismo, escrita em Abril de 1917, meses antes da tomada do poder como líder da facção Bolchevique daquele Partido perante a facção Menchevique, demonstrou igualmente que foi o primeiro em compreender o papel que deviam desempenhar os países submetidos ao colonialismo, como a China e outros de grande peso em diversas regiões do mundo.

Ao mesmo tempo, a valentia e audácia de Lenine ficaram demonstradas quando aceitou deslocar-se desde a Suíça até às imediações de Petrogrado no comboio blindado que lhe proporcionou o exército alemão, por conveniência tática, pelo que os inimigos dentro e fora da facção Menchevique do Partido Operário Social-democrata da Rússia não demoraram em acusá-lo de espião alemão. Se não tivesse usado o famoso comboio, o final da guerra o surpreenderia na longínqua e neutral Suíça, com o qual o minuto óptimo e adequado se perderia.

De alguma maneira, por acaso, dois filhos da Espanha, graças às suas qualidades pessoais, começaram a desempenhar papéis relevantes na Guerra Hispano-Norte-americana: o chefe das tropas espanholas na fortificação de El Viso, que defendia o acesso a Santiago desde a altura de El Caney, um oficial que combateu até ser ferido de morte, causando aos famosos Rough Riders — ginetes duros, norte-americanos organizados pelo nessa altura Tenente-Coronel Theodore Roosevelt, que o precipitado desembarque tiveram que fazê-lo sem os seus fogosos cavalos — mais de trezentas baixas, e o Almirante que, cumprindo a estúpida ordem do Governo espanhol, zarpou da baia de Santiago de Cuba com a infantaria de marinha, uma força selecta, e saiu com a esquadra da única forma possível, que foi desfilar com cada navio, um por um, saindo pelo estreito acesso em frente da poderosa frota ianque, que com os seus couraçados em linha disparavam os seus potentes canhões sobre os navios espanhóis os quais possuíam menor velocidade e blindagem.

Logicamente, os navios espanhóis, as suas dotações de combate e a infantaria de marinha foram afundados nas profundas águas da fossa de Bartlett. Apenas um conseguiu chegar a poucos metros da margem do abismo. Os sobreviventes daquela força foram presos pela esquadra dos Estados Unidos da América.

A conduta de Martinez Campos foi arrogante e vingativa. Cheio de rancor pelo seu fracasso na tentativa de pacificar a Ilha como em 1871, apoiou a política ruim e rancorosa do Governo espanhol. Foi substituído no comando de Cuba por Valeriano Weyler; ele, com a cooperação dos que enviaram o couraçado Maine na busca de justificativas para intervir em Cuba, decretou a concentração da população, que provocou enorme sofrimento ao povo de Cuba e serviu de pretexto aos Estados Unidos da América para estabelecer o seu primeiro bloqueio económico, provocando uma enorme escassez de alimentos e a morte de um sem-número de pessoas.

Dessa maneira foram viabilizadas as negociações de Paris, onde a Espanha renunciou a todo o direito de soberania e propriedade sobre Cuba, depois de mais de 400 anos de ocupação em nome do Rei da Espanha em meados de Outubro de 1492, depois de Cristóvão Colombo ter asseverado: “esta é a terra mais bela que os olhos humanos viram”.

A versão mais conhecida da batalha que decidiu a sorte de Santiago de Cuba é a espanhola, e sem dúvida houve heroísmo se são analisados o número e as patentes dos oficiais e soldados, que na mais desvantajosa das situações defenderam a cidade, fazendo honra à tradição de luta dos espanhóis, que defenderam o seu país contra os aguerridos soldados de Napoleão Bonaparte em 1808, ou a República espanhola contra a investida nazi-fascista em 1936.

Uma ignomínia adicional caiu sobre o comité norueguês que outorga os prêmios Nobel, na busca de pretextos ridículos para conceder essa honra, em 1906, a Theodore Roosevelt, eleito duas vezes Presidente dos Estados Unidos da América, em 1901 e 1905. Nem sequer foi esclarecida a sua verdadeira participação nos combates de Santiago de Cuba comandando os Rough Riders, e pôde existir muito de lenda na publicidade que recebeu posteriormente.

Eu só posso dar testemunho da forma em que a heróica cidade caiu nas mãos das forças do Exército Rebelde no Primeiro de Janeiro de 1959.

Foi então que as idéias de Martí triunfaram na nossa Pátria!

Fidel Castro Ruz

sábado, 1 de maio de 2010

PALAVRAS PARA QUÊ?

Mais um 1.º de Maio, Dia Internacional do Trabalhador, em que maciçamente o povo cubano encheu praças e avenidas em todo o país, numa clara demonstração do seu apoio ao governo, ao sistema social e à Revolução.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

A "APJM" NA ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA


A Associação Portuguesa José Marti foi recebida no passado dia 20 de Abril na Assembleia da República pelo Grupo Parlamentar do Partido Socialista, nomeadamente pela sua Vice-Presidente Deputada Maria de Belém Roseira e pelo Coordenador da Comissão dos Negócios Estrangeiros Deputado Paulo Pisco, na sequência do pedido de audiência que a Associação havia solicitado a todos os Grupos Parlamentares por ocasião da campanha mediática contra Cuba e na eminência da aprovação das moções de condenação, as quais vieram a ocorrer no dia 12 de Março.


Entre os vários assuntos tratados, foi abordada a actual situação de Cuba, a campanha mediática e política que se mantém em curso, o amplo movimento de solidariedade e o reconhecimento com que Cuba conta em Portugal, a política agressiva dos sucessivos governos dos Estados Unidos da América, especialmente o bloqueio económico e financeiro que já dura há quase cinquenta anos, o papel da Europa, a falsidade e as calúnias que se repetem em relação aos supostos “presos políticos e de consciência” – em particular o “caso Zapata” que constituiu o pretexto para desencadear a actual campanha – assim como as posições do governo e do povo cubano como resposta a tudo isto.


A Associação salientou a importância de que as instituições governamentais e o parlamento tenham em consideração estes elementos, incluindo especialmente a existência de organizações solidárias e de diverso perfil que existem na sociedade portuguesa, na hora em que tenham de tomar qualquer posição em relação a Cuba.


Igualmente destacou a Associação as inúmeras mostras de apoio à Revolução Cubana que têm lugar em todo o mundo, que só não são noticiadas pelo boicote existente, ficando esta de manter informados os Deputados sobre todos os assuntos relacionados com Cuba, para um melhor conhecimento das realidades e ampliação das relações entre os dois povos e governos.


Os Deputados salientaram as excelentes relações que Portugal tem com Cuba, reconhecendo o esforço que o governo cubano vem fazendo para melhorar muitos dos aspectos políticos e sociais, tendo em consideração as inúmeras dificuldades com que se tem deparado no contexto internacional.


À saída da reunião a Agência Lusa colheu um depoimento da Associação sobre o teor do encontro, tendo sido feito um resumo do mesmo e enaltecido o sentido positivo e cordial com que a Associação foi recebida.